
Nobre, educado e perverso. Leopold Franz Johann Ferdinand Maria Sacher, conhecido como Masoch, era um romancista Austríaco. Estudou francês e alemão, além de demonstrar um talento em tanto para a escrita. Muitos o julgam o maior escritor de sua época. Outros, consideram que sua literatura foi sua condenação.
Cerca de um século depois de Sade, Masoch surgiu como o oposto das perversões sádicas. Seu pai, a maior autoridade da região em que vivia, amava o luxo, a caça, e gosta de se glorificar por seus feitos. Um homem encantador para Masoch.
Aos 33 anos, Masoch conheceu Fanny de Pistor Bogdanoff, uma bela e nobre dama, que, acima de tudo, ostentava uma paixão imensa por ele. Era nela que ele confiava. E foi aí que tudo começou. Masoch criou com sua mulher uma espécie de contrato. Em que ele deveria ser, por seis meses, seu escravo. A única ressalva era que ela o deixasse escrever. A partir desse relacionamento, Masoch cria o que hoje chamamos de masoquismo, o prazer em sofrer, em ser dominado. A experiência não deu o resultado esperado, mas em seu livro A Vênus de Peles, Masoch escreve cada cena como queria que tivesse sido.
Muitas vezes Masoch alcançou o prazer desejado, mas não tantas vezes quanto podia desejar. Encontrar um parceiro disposto a domá-lo não era tão fácil quanto parecia. Aos 59 anos morreu, deixando para trás mais de 30 romances, ensaios e contos publicados, a maioria, descrevendo seus desejos, suas perversões e seus prazeres, que nem sempre haviam sido consumados.
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