O enorme e musculoso homem de torso nu puxa com força a corrente que prende pela coleira apertada seu magro cão. As tentativas de fuga do animal são repreendidas com chutes e palmadas nas nádegas. Trata-se de um cão teimoso que deve ser punido. O homem está desapontado. Usando um chicote de correntes ele golpeia o animal. Este se contorce de dor, geme de contentamento e se aninha nas pernas do gigante. O “cão” é na verdade um escravo, um homem esquelético e pequeno que está de quatro e, por isso, contrasta ainda mais com a superioridade física do seu “dono”. Essa cena é comum em apresentações de qualquer clube sadomasoquista. Apesar de cada vez mais presente na vida noturna e nas artes, como cinema, literatura e fotografia, o sadomasoquismo ainda é tabu. Segundo o Novo Relatório sobre Sexo do Instituto Kinsey, em 1990, cerca 10% da população americana praticava ocasionalmente o sadomasoquismo por prazer sexual. Mas são poucos os que mantêm uma atitude tolerante para com as práticas sadomasoquistas ou entendem suas intenções.
O que é, então, sadomasoquismo? Quais os fatores que levam o ser humano a tornar-se sádico ou masoquista?
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